CONGELAMENTOS





         Vitrificação é uma técnica de congelamento ultra-rápido (-196ºC) que assegura resultados excelentes nos tratamentos de Fertilização In Vitro. Diferentemente do congelamento lento ou convencional, esta técnica de vitrificação impede a formação de cristais de gelo no interior das células, produzindo um estado vítreo no embrião ou óvulo, evitando danos celulares. É utilizada tanto para óvulos como para embriões.



         O congelamento de embriões é um procedimento realizado quando existem embriões excedentes e de boa qualidade após tratamento de Fertilização in Vitro.



         A grande vantagem no congelamento de embriões está em se poder restringir ao máximo o número de embriões transferidos para o útero e também proporcionar às pacientes uma chance adicional de engravidar não passando novamente pelo processo de estímulo ovariano.



         O descongelamento e transferência de embriões são realizados em ciclos programados utilizando apenas pouco medicamento para preparação do endométrio que receberá o embrião.



         Outra Indicação para congelamento de embriões são os casos de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano. A síndrome do hiperestímulo ovariano (SHO) é um conjunto de sinais e sintomas que aparecem em pacientes de fertilização in vitro que têm uma resposta exacerbada ao tratamento de indução da ovulação. Esta resposta exagerada pode resultar em complicações. E para evita-las congelamos os embriões para transferência em um próximo ciclo.





         Atualmente, cada vez mais é indicado o congelamento de óvulos. Isso se deve aos avanços tecnológicos que, comparados ao passado, permitem que eles tenham uma melhor recuperação para serem fertilizados. Até três anos atrás os resultados de gravidez com esses óvulos eram baixíssimos, mas atualmente, conseguem-se resultados semelhantes aos de embriões congelados. As principais indicações são:

a) Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos de quimioterapia e radioterapia. O óvulo poderá ficar estocado até que a paciente esteja recuperada. Uma vez que esses tratamentos são prejudiciais para a qualidade do óvulo, o congelamento de óvulos dá a oportunidade para que essas mulheres sejam mães no futuro.

b) Casais que durante os tratamentos de Fertilização In Vitro têm excesso de óvulos.

c) Mulheres que ao se aproximarem dos 35 anos não tem parceiro adequado para ser pai de seus filhos, temem pelo envelhecimento dos óvulos e a consequente perda da fertilidade. Os óvulos poderão ser coletados e congelados. Caso essa mulher decida ser mãe numa idade avançada, ela poderá usar estes óvulos congelados para a fertilização com chances maiores de engravidar.

d) Histórico familiar de menopausa precoce podem indicar a retirada de óvulos seguida de congelamento com o objetivo de preservar a fertilidade. Caso a menopausa precoce não ocorra e a paciente engravide naturalmente, os óvulos poderão ser descartados. Caso contrário, eles poderão ser utilizados em processos de Fertilização In Vitro.







         É um tratamento Indicado para pacientes que necessitam congelar o sêmen em função de alguma doença ou tratamento que possa afetar o potencial reprodutivo do homem (radioterapia, câncer, biópsia testicular). Também é normal em casais cujo parceiro não possa estar presente na clínica no dia da punção ovariana ou no dia da inseminação.

         O método de coleta do sêmen ocorre a partir da masturbação, de preferência em várias amostras. O sêmen coletado será congelado a (-196ºC), onde é armazenado por tempo indeterminado. Quando o casal estiver pronto será descongelado e utilizado.





         Felizmente nos dias atuais o tratamento de preservação da fertilidade conta com técnicas avançadas de reprodução assistida, dando ao paciente tempo hábil para começar os procedimentos químioterápicos ou radioterápicos.



         No caso das mulheres, o procedimento pode ser realizado entre 10 e 15 dias antes do inicio do tratamento oncológico, em qualquer fase do ciclo.



         Já para a maioria dos homens, o tratamento é bem mais simples e, em até cinco dias, podem ser colhidas e armazenadas 02 ou 03 amostras de sêmen, que permitem uma excelente reserva reprodutiva.



         A técnica a ser escolhida vai depender da idade do paciente, do tempo disponível para a programação de protocolo sem atrapalhar o sucesso do tratamento oncológico e do tipo de câncer. Esta escolha deve ser feita em conjunto com o oncologista, em tempo hábil, sem prejudicar a saúde do paciente.