Novas Regras do Conselho Federal de Medicina sobre Reprodução Humana Assistida no Brasil

No dia 01 de setembro de 2022 o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução nº 2320, que adota normas éticas para a utilização de técnicas de reprodução humana assistida (RHA), substituindo a resolução anterior de 2021.

Alguns pontos foram mantidos e outros pontos, muito questionados da antiga resolução, foram corrigidos e aprimorados, trazendo mais autonomia para pacientes e médicos decidirem sobre determinadas condutas do tratamento.

 

Idade máxima para realização de técnicas de Reprodução Assistida:

Manteve-se a idade limite de 50 anos, sendo as exceções a esta idade limite aceitas com base em critérios técnicos e científicos fundamentados pelo médico que acompanha a paciente, como a ausência de comorbidades que poderiam impactar negativamente na gestação.

 

LGBTQIA+ e Transgêneros:

Apesar de ter sido retirado do novo texto a expressão de que as técnicas de RHA podem ser realizadas por heterossexuais, homoafetivos e transgêneros, todo esse público é alvo das técnicas, mesmo sem constar por escrito no texto.

 

Transferência de Embriões (quantidade por idade):

Manteve-se o número máximo de embriões a serem transferidos de acordo com a idade da paciente.

  • Mulheres de até 37 anos: até dois embriões;
  • Mulheres acima de 37 anos: até três embriões.

Se houver sido realizado diagnóstico genético nos embriões, a resolução permite a transferência de até dois embriões, independentemente da idade da paciente. Se a paciente estiver recebendo embriões cujos óvulos foram doados por mulher mais jovem, o cálculo do número de embriões a ser transferido é de acordo com a idade da doadora de óvulos.

 

Diagnóstico Genético pré-implantacional:

Na resolução anterior não era permitido que o sexo do embrião fosse identificado no laudo do exame genético, apenas em casos de doenças ligadas ao sexo ou de aneuploidias de cromossomos sexuais.

Já na nova resolução publicada, o sexo do embrião pode ser informado. Porém, esse dado não deve ser critério para a escolha do sexo do embrião a ser transferido.

 

Doação de gametas e embriões:

A resolução manteve a idade limite de 37 anos para mulheres e de 45 anos para homens. Mantendo também o anonimato entre doadores e receptores com exceção em caso de parentes.

Doação de parentes: é permitida a doação de gametas para parentes de até 4º grau de um dos receptores, desde que não ocorra consanguinidade.

A novidade sobre doação nesta resolução é a necessidade de constar em prontuário um relatório médico atestando a adequação da saúde física e mental de todos os envolvidos.

 

Útero de substituição (Barriga Solidária):

Manteve-se a regra da resolução anterior, sendo, a mulher que irá ceder o útero, deve ter ao menos um filho vivo e pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau. Caso esse não seja o caso, é preciso solicitar autorização do Conselho Regional de Medicina.

A doadora de óvulos ou embriões não pode ser também a cedente temporária de útero, ou seja, a mulher que irá gestar.

 

Criopreservação (congelamento de embriões):

A quantidade de embriões gerados em laboratório não é mais limitada a 8, como na antiga resolução. Antes da geração dos embriões, os pacientes devem informar por escrito o destino a ser dado aos criopreservados em caso de divórcio, dissolução de união estável, falecimento de uma das partes ou de ambas, sendo a doação uma possibilidade.

 

Descarte de embriões

Um dos principais pontos positivos da nova resolução é que não é mais necessária autorização judicial para descarte dos embriões após 3 anos do congelamento. Não sendo mais previsto também tempo mínimo de congelamento de embriões viáveis antes de um possível descarte.

 

A Resolução nº 2320/22 trouxe determinações muito mais positivas para as pacientes e os médicos, facilitando diversos pontos nebulosos na resolução de 2021. Todavia, ainda perduram dúvidas sobre determinados pontos, que certamente serão aprimorados para um momento futuro.

Para saber mais detalhes sobre os nossos tratamentos, entre em contato conosco e agende uma consulta com um de nossos médicos.

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Descongelamento de embriões

Neste vídeo você verá como é o descongelamento de embriões para serem utilizados no tratamento.

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Abortamento de Repetição

Neste vídeo Dra. Mila Cerqueira fala sobre abortamento de repetição, assista completo.

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Nova Resolução sobre Reprodução Assistida no Brasil do Conselho Federal de Medicina

Neste vídeo Dra. Mila Cerqueira falar sobre as mudanças nas normas de Reprodução Assistida do Brasil, com base na nova resolução do Conselho Federal de Medicina. Marque uma consulta com um de nossos médicos, vamos entender a melhor opção para seu tratamento.

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Útero de Substituição, Cessão temporária de útero ou Barriga Solidária

Neste vídeo Dra. Mila Cerqueira explica como funciona a técnica de cessão temporária de útero, popularmente conhecida como barriga solidária. Marque uma consulta com um de nossos médicos, vamos entender a melhor opção para seu tratamento.

 

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Infertilidade Secundária – Entenda mais sobre este problema que dificulta a gestação de um segundo filho

A infertilidade primária é um assunto que preocupa muitos casais e consiste na dificuldade em ter o primeiro filho. Mas, você sabia que casais que já conceberam um bebê, podem apresentar dificuldades para engravidar novamente? Esta é uma condição conhecida como infertilidade secundária e ocorre com mais frequência do que muitos imaginam.

De acordo com dados da OMS, mais de 180 milhões de casais sofrem com essa condição. E para a maioria deles, encarar esse diagnóstico quase sempre é avassalador.

Afinal, quem já teve um filho, muitas vezes acredita que não terá problemas para engravidar uma segunda vez. Mas, quando o problema acontece, muitos casais se veem perdidos sem saber o que pode estar acontecendo. Ou mesmo se existem meios de contornar essa condição.

Visando esclarecer mais sobre esse tema tão delicado, preparamos esse artigo completo sobre o assunto. Acompanhe a leitura e saiba mais sobre as causas e se existe tratamento para infertilidade secundária.

O que causa Infertilidade Secundária?

Os motivos que geram a infertilidade são os mesmos da infertilidade primária. Contudo, na infertilidade secundária os problemas que levam a dificuldade para engravidar podem ter piorado após a primeira gestação.

Nas mulheres, as causas normalmente estão relacionadas a idade. Como o tempo passa muito rápido, mulheres envelhecem, piora qualidade e quantidade de óvulos e surgem também algumas doenças ginecológicas (endometriose, adenomiose, miomatose) e processos inflamatórios. Além disso, oscilações hormonais e alterações no endométrio também podem levar a infertilidade.

Enquanto isso nos homens, o problema está ligado a alterações e motilidade dos espermatozoides. Ou ainda a uma redução significativa da quantidade de espermatozoides.

Como identificar a Infertilidade Secundária?

Normalmente o diagnóstico da infertilidade secundária se dá de forma tardia. Sobretudo porque o casal que passa por uma gestação bem-sucedida, muitas vezes não cogita que haja qualquer problema nesse sentido.

Com isso, a frustração acaba tomando conta e a cada tentativa não alcançada aumenta a ansiedade. Então como identificar a existência da infertilidade secundária?

No geral, existem alguns fatores que podem indicar a presença desse problema. Entre eles, estão:

 

  • Ciclo menstrual irregular nas mulheres;
  • Histórico de presença de DSTs;
  • Tentativas sem método contraceptivo por mais de um ano em mulheres menores de 35 anos. Ou seis meses em mulheres com mais de 35 anos;
  • Presença de hábitos de vida ruins, como alimentação muito gordurosa e industrializada, presença de sobrepeso e obesidade, hábito de fumar e consumir drogas.

Na dúvida, o mais indicado é consultar um médico que trabalhe com reprodução humana para um diagnóstico adequado.

Quais os tratamentos para Infertilidade Secundária?

Primeiro passo para tratar esse problema é realizar exames que possam identificar o que está acontecendo. Nos homens é necessário fazer um espermograma e nas mulheres ultrassonografia, histerossalpingografia onde se verifica qualquer alteração nas trompas e útero.  Além dos exames hormonais.

Além disso, existem alguns caminhos que os casais com infertilidade secundária que querem ter o segundo filho podem recorrer. A inseminação artificial ou inseminação intrauterina e a fertilização in vitro são alguns deles.  Vai depender do diagnostico e da idade da mulher.

A infertilidade secundária é um problema sério, mas que geralmente tem tratamento. Se você identificou algum dos sinais acima descritos, consulte um de nossos médicos.

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Aspiração Folicular

Mais um dia de aspiração folicular aqui na Clinifert!

Neste vídeo é possível ver os óvulos que foram coletados aguardando o momento lindo para a mágica acontecer.

Este procedimento faz parte da técnica de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóides), onde um único espermatozóide é selecionado e inserido através de uma microagulha diretamente no óvulo. Depois da fertilização em laboratório, o embrião fica na incubadora até ser transferido para o útero, isso pode ocorrer entre o terceiro ou quinto dia.

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Técnica Zymot – Seleção Espermática

A técnica zymot é um recurso inovador que surgiu com o objetivo de elevar as taxas de sucesso dos tratamentos no âmbito da reprodução humana. Trata-se de uma ferramenta laboratorial que viabiliza a seleção de espermatozoides mais saudáveis e com maior motilidade.

Assim é possível melhorar a qualidade do sêmen que será usado, levando a resultados melhores nos tratamentos de fertilização.

Basicamente, no Zymot o embriologista recria o caminho feito pelo espermatozoide para analisar quais deles possuem as melhores características morfológicas e de motilidade.

Após a análise, o embriologista seleciona apenas os melhores espermatozoides através de uma técnica microfluídica, que é mais rápida se comparada a outros métodos de seleção.

Vale ressaltar que a técnica zymot não pode ser implementada em qualquer procedimento. Por isso é essencial conversar com um especialista em reprodução humana para saber quando ela pode ou não ser utilizada.

Quer saber mais a técnica zymot?

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Teste de Fragmentação do DNA Espermático

O teste de fragmentação de DNA de espermatozóides é um teste complementar ao espermograma, que indica a porcentagem de espermatozóides com DNA alterado, o que influencia na queda das chances de fecundação.

O estresse oxidativo é o grande fator que causa danos no material genético.

Mas o que causa o estresse oxidativo?

Obesidade, cigarro, maus hábitos alimentares, varicocele, aumento da temperatura no testículo, idade avançada, infecções do trato reprodutivo e sexualmente transmissíveis, exposição a drogas e medicamentos, doenças autoimunes, entre outros fatores.

As indicações para o exame são alterações graves no espermograma, falhas de implantação embrionária e abortos de repetição, infertilidade sem causa aparente e doenças genéticas na família.

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Pai Solo – Produção Independente

Quando um homem sonha em se tornar um pai solo, independente de ter uma parceira, ele deve contar com uma doadora de óvulos e com um útero de substituição (barriga solidária), sendo esta pessoa um parente consanguíneo de até 4° grau (mãe, irmã, avó, filha, sobrinha, tia ou prima), que possa ceder o útero para gestar o bebê, obedecendo as necessidades básicas, como idade menor de 50 anos e saúde geral muito boa.

É necessário que esta voluntária já tenha tido apenas um bebê anteriormente. Os espermatozoides do homem são fertilizados in vitro em óvulos de uma doadora anônima, obtidos através de um banco de óvulos. Ou seja, os óvulos não são da mulher que vai gestar o bebê.

O homem pode escolher o perfil de doadora. Permitindo assim, buscar características parecidas às dele. Quando o embrião estiver formado em laboratório e pronto para ser transferido para o útero, a mulher que será a barriga solidária faz o preparo do endométrio para realizar a transferência do embrião.

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